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Mostrando postagens de Maio, 2011

No meu aniversário

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Por algum tempo resisti aos inúmeros convites para participar do Facebook. Resolvi fazer um perfil e logo começaram a se multiplicar os convites. Enquanto isso, comprei e comecei a ler “O efeito Facebook” de David Kirkpatrick. O autor conta a histórica de criação e expansão da rede social em detalhes, e fala da forma como se tornou um instrumento capaz de unir pessoas diversas, para motivos diversos, a partir da idéia de “diagrama social”, provocando situações nem sempre imaginadas pelos criadores.No meu aniversário, experimentei esse “efeito Facebook” de uma maneira que nem eu poderia imaginar. Ao longo do dia fui acompanhando a forma como o meu diagrama social ia se movimentando e se aproximando de mim com uma mensagem de carinho às vezes composta de uma ou duas palavras apenas. De manhã já havia mais de 20 mensagens, rapidamente eram 30, depois 50. Saí para almoço, umas compras no shopping e já eram 90, passando de 100 à noite quando voltei de um jantar com alguns amigos e algumas …

On my birthday

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For some time I resisted to many invitations to be part of Facebook. I set up a profile and soon started to multiply the invitations. Meanwhile, I bought and started to read “The Facebook Effect” by David Kirkpatrick. The author tells the history of the creation and expansion of the social network in detail, and speaks of the way it became an instrument able to gather diverse people, for diverse reasons, from the idea of a “social diagram”, enabling situations not always imagined by its creators.On my birthday, I experienced this “Facebook effect” in a way not even I was able to imagine. Throughout the day I followed the way my social diagram moved and got closer to me through a kind message sometimes made up of one or two words only. In the morning there were already more than 20 messages, quickly it was 30, then 50. I went for lunch, some shopping at the mall and it was already 90, making over 100 at night wen I came back from dinner with a few friends. The messages of “happy birthd…

Meu encontro com um homofóbico - Carlos Calvani

Sou padre anglicano e, esta semana estive na Câmara de Vereadores de Campo grande, participando como cidadão, de uma sessão na qual se discutiria o reconhecimento da utilidade pública da Associação dos Travestis do MS. Nada mais justo, diante do belo trabalho que essa entidade presta a uma parcela da sociedade, mas que não é direcionado apenas a esse segmento, beneficiando também outros setores da sociedade. Enquanto estava sentado aproximou-se de mim um senhor, apresentando-se como pastor e pedindo que conversássemos um pouco. Evito mencionar a Igreja com a qual ele se identificou, por não saber se a informação procede, e também porque prefiro imaginar que nem todos os evangélicos que freqüentam essa Igreja se identifiquem com esse pastor. Nossa conversa poderia ter sido um agradável debate, com o qual estou bastante acostumado em virtude de minhas atividades acadêmicas. Porém, a arrogância com a qual fui questionado logo me mostrou que eu estava diante de uma pessoa qu…

Mary Hunt: como fazer academia e ativismo

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Thinking Concretely: Time, Resources, Politics

Mary E. Hunt, Women’s Alliance for Theology, Ethics, and RitualMary E. Hunt is a feminist theologian who is cofounder and codirector of the Women’s Alliance for Theology, Ethics, and Ritual (WATER) in Silver Spring, Maryland. A Catholic active in the women-church movement, Hunt lectures and writes on theology and ethics with particular attention to liberation issues. She is the editor of A Guide for Women in Religion: Making Your Way from A to Z (Palgrave, 2004) and is coeditor with Diann L. Neu of New Feminist Christianity: Many Voices, Many Views (SkyLight Paths, 2010).I come to the relationship between scholarship in religion and social activism from a hybrid place — the Women’s Alliance for Theology, Ethics, and Ritual (WATER) — a nonprofit educational center that my partner Diann Neu and I started more than twenty-five years ago in Silver Spring, Maryland. We offer intellectual and pastoral resources to encourage and sustain…

Dia Mundial de Luta contra a Homofobia

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Embora a data não seja muito popular, hoje, 17 de maio, é o dia de dizer pra todo mundo:
Pessoas LGBT existem! E a homofobia também!
Nessa data, nos unimos a todas as iniciativas que não deixam essa data passar despercebida e seguimos lutando e resistindo nos lugares onde estamos, com ações políticas de visibilidade e denúncia, ou simplesmente usando as ferramentas que temos para não deixar ninguém esquecer:
Pessoas LGBT existem! E a homofobia também!
Seguimos sendo discriminados/as e sofremos violência de todos tipos (física, psicológica, econômica, cultural, religiosa e institucional). Seguimos sendo tratados/as como cidadãos/ãs de segunda categoria e negados os nossos direitos mais fundamentais. Mas também seguimos celebrando a diversidade em nossas Paradas da Diversidade Sexual/Orgulho LGBT em todas as partes do mundo e nos organizando em nossos movimentos de luta e resistência, dançando, cantando e gritando:
Pessoas LGBT existem! E a homofobia também!
Aos/às meus/as amigos/as LGBT eu d…

Entrevista IHU Online

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Um julgamento histórico. Entrevistas especiais com Maria Berenice Dias, José Trasferetti, Yone Lindgren, Luiz Mello e André MusskopfOs cinco entrevistados apontam os significados dessa decisão histórica e apontam, ainda, onde o Brasil precisa avançar nessa questão.

Confira a entrevista.

Uniões homoafetivas a partir de agora são reconhecidas legalmente no Brasil. Casais do mesmo sexo já podem formalmente ser reconhecidos como uma família, com direitos iguais a qualquer casal brasileiro, como pensão alimentícia, herança, plano de saúde e adoção de filhos. Agora estes são direitos fundamentais reconhecidos, aprovados e constituídos. Isso foi conquistado a partir da decisão tomada, por unanimidade, pelos ministros do Supremo Tribunal Federal. Ainda que Igreja e grupos conservadores tenham contestado a decisão, o STF põe fim à discriminação legal dos homossexuais no país.

A IHU On-Line entrevistou, por email, cinco pessoas, entre ativistas, pesquisadores e advogados, sobre a dec…

STF reconhece, por unanimidade, união civil entre pessoas do mesmo sexo

BRASÍLIA - Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu legalmente na quinta-feira as uniões entre pessoas do mesmo sexo. A partir desta sexta-feira, devem ser aplicadas a esse tipo de relação as mesmas regras da união estável heterossexual, prevista no Código Civil. A Corte não relacionou os direitos que decorrem da decisão. Mas, por analogia, os gays poderão pleitear, por exemplo, a declaração conjunta de Imposto de Renda, pensão em caso de morte ou separação, partilha de bens e herança. A pessoa só precisa comprovar que integra uma "convivência pública, contínua e duradoura", como diz a lei.
A regra deve ser aplicada pelos órgãos responsáveis, como o INSS, as operadoras de plano de saúde privado, empresas e governos. O cidadão que se sentir discriminado poderá entrar com ação na Justiça. Diante do precedente do STF, a chance de vitória será alta. Em casos de separação, se não houver acordo entre as partes, também será necessário recorrer à Justiça.
Ficou dec…

Campanha pelo desarmamento

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Quando o abandono é a única presença

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Quando o abandono é a única presençaRicardo Lengruber Lobosco ricardo@lengruber.com No dia 22 de abril de 2011 foi enterrado como indigente o jovem Wellington, que se tornou conhecido, infelizmente, por ter disparo tresloucadamente tiros que mataram 12 crianças inocentes numa escola em Realengo no Rio de Janeiro. Por um capricho do calendário lunar, a mesma sexta feira em que os cristãos de todo mundo rememoram a paixão e morte de Jesus de Nazaré. À hora nona (momento em que um cordeiro era sacrificado diariamente no templo judeu), Jesus clamou em alta voz, dizendo: "Eli, Eli, lamá sabactâni?" que traduzido é: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" e expirou logo depois após ter dito “Está consumado.” Wellington Menezes de Oliveira foi aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira até a 8ª série. Era filho adotivo de Dicéa Menezes de Oliveira; caçula de cinco irmãos, foi adotado ainda bebê. Sua mãe biológica sofria de problemas mentais e chegou a tent…