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Mostrando postagens de Outubro, 2013

Por uma teologia do (deus)frute

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(em construção)
Ah, a fruta...
A maçã que Eva comeu E Adão também Que não era maçã Que não eram Adão e Eva Mas ficaram sendo Bendita maçã Que abre os olhos, dá conhecimento Mas não é a mesma Que traz as dores e dissabores Que faz dormir a branca As negras e as mulatas Morenas, pardas, amarelas Acinzentadas Verde musgo Envenenadas maçãs Nuvens jogadas de um avião Borrifadores Tubos de ensaio Manipulação A fruta que não é fruta Substantivo definido, abstrato, artificial Ideia Ontologia, metafísica, essência Verbo intransitivo direto A outra, a fruta do (des)frutar
Na ponta da agulha da bela Adormecida Na ponta da espada, do fuzil, do lápis Dos dedos que digitam o mundo Cálculo, lucro, produtividade Objetividade, neutralidade, ideologia (Eu quero uma pra viver) Veneno Sem altos-relevos Profundidades Entrâncias e saliências As múltiplas e infinitas equações Cruzamentos, enxertos, abjetos Des-cobrir a nudez de Noé Na ponta dos dedos Com a boca Com o sexo Com o corpo todo A epiderme da alma Na palma da minha mão A fruta e o (des)frutar
O…

Eu tenho fé!

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Esse não é um tratado sobre fé ou qualquer outro tema teológico - embora haja vasta literatura sobre o tema sob as mais diversas perspectivas e seu significado não seja evidente. Trata-se, muito mais, de uma forma de pautar questões fundamentais para a sociedade brasileira no que diz respeito aos Direitos LGBT (leia-se direitos humanos e constitucionais) e à necessidade de aprofundamento da discussão sobre a laicidade do Estado. Mais ainda, de pautar essas temáticas no contexto das próprias igrejas e religiões – especialmente daquelas pessoas e instituições que se pressupõe autorizadas a emitir juízos pretensamente universais, sagrados e definitivos, particularmente no âmbito do Cristianismo, mas de todas as religiões. A aprovação recente do Projeto de Lei que “livra templos e igrejas de serem enquadrados no crime de discriminação se vetarem a presença de ‘cidadãos que violem seus valores, doutrinas, crenças e liturgias” pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e das D…

Já que tá todo mundo falando do Félix...

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Então o Félix é: (   ) gay porque pega homens (embora a gente nunca tenha visto) (   ) rejeitado pelo pai e protegido pela mãe porque é gay ou bissexual e “afetado” (   ) mau porque é “afetado” (   ) branco e rico porque é gay ou bissexual (   ) “afetado” porque é gay ou bissexual e mau (   ) mau porque é gay ou bissexual e “afetado” (   ) bissexual porque pega mulheres e homens (embora a gente nunca tenha visto) (   ) “afetado” porque é rejeitado pelo pai e protegido pela mãe e é heterossexual (   ) mau porque é gay ou bissexual rejeitado pelo pai e protegido pela mãe e “afetado” (   ) branco e rico porque é heterossexual e mau (   ) rejeitado pelo pai e protegido pela mãe porque é branco e rico (   ) gay ou bissexual porque é rejeitado pelo pai e protegido pela mãe (   ) heterossexual porque pega mulheres, é casado e a gente nunca viu ele pegando homem (   ) rejeitado pelo pai e protegido pela mãe porque é mau (   ) “afetado” porque é gay (   ) mau porque é heterossexual e “afetado” (   ) branco e r…