Um poema de qualquer coisa

Um poema de qualquer coisa
Ou qualquer coisa de qualquer coisa

Estou cansado
Estou cansado
Estou cansado

Meu brilho e minha pseudo qualquer coisa
Não permitem que se veja, que se perceba, que se note
Sou invisível sob holofotes que ofuscam a visão
De quem?

Estou cansado
Eu queria...
Eu diria...
Eu faria...
Imperfeito
O futuro do presente

Estou cansado
Sonhos, projetos e desejos
Que vem e vão
Que quero e já não quero
Que seriam...
Ah, o imperfeito
Eu enxergo, mas não vejo
Ou vejo e não consigo enxergar

Estou cansado
Vou comer do melhor
Dormir o quanto puder
Viajar para longe
Gastar meu dinheiro
E meu tempo
As energias que conseguir acumular
Até onde o meu cansaço permitir

Estou cansado
De esperar
De procurar
De entender
De querer
Cansado

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